De acordo com o Eng. Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim, a busca por sistemas construtivos que aliem economia, agilidade de execução e segurança estrutural tem colocado a laje treliçada no centro das discussões entre projetistas brasileiros. A definição correta dos vãos de laje é um dos pontos que mais influencia tanto o custo final da obra quanto o desempenho estrutural ao longo da vida útil do edifício.
Amplamente utilizada em projetos residenciais e comerciais, a laje treliçada se popularizou por unir praticidade de montagem a um bom comportamento estrutural. No entanto, sua eficiência depende diretamente de critérios técnicos que vão além da simples escolha do produto, envolvendo cálculo de cargas estruturais e compatibilização com o projeto arquitetônico.
A pergunta que orienta boa parte dos projetos atuais é direta: até que ponto é possível aumentar o vão de uma laje treliçada sem comprometer segurança, custo e cronograma da obra? Confira o conteúdo a seguir e saiba mais!
Quais variáveis determinam o vão máximo de uma laje treliçada?
O Eng. Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim, inicia e pontua que o vão de uma laje treliçada não é definido por um número fixo, mas pelo resultado de uma equação que envolve altura da treliça, espaçamento entre vigotas, tipo de enchimento e, principalmente, as cargas previstas para a edificação. Cada um desses elementos interfere diretamente na capacidade de vencer distâncias maiores sem flecha excessiva.
Aumentar o vão sem ajustar proporcionalmente a altura da treliça é um erro recorrente em projetos que buscam economia a qualquer custo. O resultado costuma ser deformações visíveis, fissuras em contrapisos e, em casos mais graves, comprometimento do conforto dos usuários do pavimento.
Por que o dimensionamento estrutural não pode ser tratado como etapa secundária?
Em muitos projetos, o dimensionamento estrutural da laje é tratado como uma etapa de verificação, realizada após a definição arquitetônica dos ambientes. Essa inversão de prioridades costuma gerar conflitos entre o que foi desenhado e o que é estruturalmente viável.
Para o Eng. Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim e especialista em sistemas construtivos, o ideal é que arquitetura e engenharia estrutural caminhem juntas desde as primeiras definições do projeto. Quando o dimensionamento estrutural entra tardiamente, as soluções de reforço acabam encarecendo a obra ou alterando o projeto original de forma significativa.
O cálculo correto considera não apenas o peso próprio dos elementos, mas também revestimentos, contrapisos, divisórias e instalações que serão suportados pela laje. Negligenciar qualquer um desses componentes durante o dimensionamento pode resultar em margens de segurança insuficientes para o uso real da edificação.

Como as cargas estruturais influenciam a escolha da altura da treliça?
A altura da treliça é um dos parâmetros mais sensíveis no projeto de uma laje treliçada, pois está diretamente relacionada à capacidade de resistir às cargas estruturais previstas sem apresentar deformações excessivas. Quanto maior o vão pretendido, maior tende a ser a exigência sobre esse componente.
O Eng. Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim, elucida que a escolha da altura da treliça deve considerar não apenas a carga permanente da estrutura, mas também as cargas acidentais previstas para o tipo de uso do ambiente. Por analogia, os espaços comerciais, por exemplo, costumam exigir alturas superiores às utilizadas em projetos residenciais com os mesmos vãos.
Normas técnicas em evolução: impactos no dimensionamento de lajes treliçadas na construção civil
A tendência observada no setor é de maior integração entre softwares de cálculo estrutural e ferramentas de projeto arquitetônico, permitindo que ajustes de vão e cargas sejam avaliados em tempo real durante a concepção do edifício. Essa integração tende a reduzir incompatibilidades que hoje ainda geram retrabalho em obra.
Como resume o Eng. Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim, essa evolução representa um avanço importante para a engenharia civil brasileira, visto que aproxima a tomada de decisão arquitetônica da realidade estrutural desde as etapas iniciais. O resultado são projetos que conciliam vãos eficientes, segurança estrutural e custos compatíveis com a realidade do mercado nacional.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez