O segundo turno da eleição presidencial de 2026 chega às urnas neste domingo (25) com Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas sem uma vantagem estatisticamente segura. Os levantamentos divulgados na véspera indicam um cenário de empate técnico, no qual a diferença entre os candidatos está dentro ou muito próxima das margens de erro.
A votação ocorre das 8h às 17h, no horário de Brasília, conforme o calendário do Tribunal Superior Eleitoral. Ao todo, 158.765.543 eleitoras e eleitores estão aptos a votar nas eleições gerais de 2026. O resultado oficial será definido pela apuração do TSE depois do encerramento da votação.
Pesquisas apontam vantagem estreita
Na pesquisa final do Datafolha, divulgada em 24 de outubro, Flávio Bolsonaro aparece com 51% dos votos válidos, contra 49% de Lula. A margem de erro é de dois pontos percentuais. De acordo com o levantamento, trata-se da menor distância registrada pelo instituto em pesquisas de véspera de segundo turno desde 1989.
A Quaest também apresentou placar de 51% a 49% para Flávio nos votos válidos. Considerando os votos totais, o candidato do PL aparece com 46%, enquanto Lula registra 45%. O levantamento indica ainda que 92% dos eleitores que declararam voto consideram a escolha definitiva, e 8% admitem mudar de posição até a votação.
Outros institutos chegaram a resultados semelhantes. A AtlasIntel/Bloomberg apontou 50,8% para Flávio e 49,2% para Lula nos votos válidos. Já a CNT/MDA registrou 50,7% a 49,3%, a menor diferença entre os levantamentos finais divulgados em 24 de outubro. A Gerp apresentou a maior vantagem da rodada: 52% a 48% para o candidato do PL, com margem de erro de dois pontos percentuais.
Uma média de dez pesquisas, atualizada em 25 de outubro pelo Placar das Pesquisas, indicava Flávio Bolsonaro com 50,8% dos votos válidos e Lula com 49,2%. A compilação reforça a liderança numérica do candidato, mas também mostra que a distância é reduzida.
Diferença diminuiu durante o segundo turno
Segundo a análise publicada pelo InfoMoney, as cinco pesquisas finais avaliadas colocaram Flávio numericamente à frente. No entanto, as diferenças ficaram dentro ou próximas das margens de erro, caracterizando empate técnico.
O quadro também mudou em relação ao início do segundo turno. As pesquisas indicam que a vantagem de Flávio Bolsonaro diminuiu ao longo da campanha, depois de alguns levantamentos apontarem diferença de até quatro pontos percentuais. Na véspera da votação, a distância caiu para dois pontos no Datafolha e ficou ainda menor em outras sondagens.
A leitura dos números precisa considerar que pesquisas eleitorais são retratos do momento em que foram realizadas, e não resultados oficiais. Em uma disputa tão concentrada, pequenas oscilações nas intenções de voto podem alterar a liderança numérica sem que isso represente uma previsão segura do vencedor.
Primeiro turno e disputa deste domingo
Flávio Bolsonaro e Lula avançaram ao segundo turno depois da votação de 4 de outubro. No primeiro turno, Flávio terminou numericamente à frente, com 47,0% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,2%, segundo dados consolidados pelo TSE.
O cenário deste domingo, porém, não pode ser definido apenas pela diferença registrada no primeiro turno ou pela média das pesquisas. Comparecimento, abstenções, votos brancos e nulos podem influenciar a composição final da votação. Por isso, a liderança nas sondagens deve ser apresentada como vantagem numérica, e não como confirmação antecipada da vitória.
De acordo com a Folha de S.Paulo, a eleição opõe os dois candidatos em uma disputa concentrada e acirrada, com mais de 158 milhões de pessoas aptas a votar. Para quem acompanha a apuração a partir do Distrito Federal, o horário de Brasília será a referência para o encerramento da votação e a divulgação dos resultados nacionais.
Assim, a previsão mais responsável com base nos levantamentos disponíveis até agora é de uma disputa aberta, com Flávio Bolsonaro à frente por uma margem estreita. Como as diferenças estão dentro das margens de erro, não há base estatística segura para afirmar que ele ou Lula vencerá. A resposta definitiva virá somente com a apuração oficial do Tribunal Superior Eleitoral.