Medida prevê videomonitoramento nas 38 feiras permanentes e integração de câmeras privadas ao sistema de segurança pública.
As feiras permanentes do Distrito Federal devem ganhar um novo reforço de segurança nos próximos meses. O Governo do Distrito Federal assinou ordem de serviço para instalar câmeras de vídeo em todas as 38 feiras permanentes do DF, dentro do programa DF 360, plataforma da Secretaria de Segurança Pública que integra videomonitoramento, atendimento de emergências e alertas automáticos. A medida mira um espaço muito presente na rotina do brasiliense: locais de compras, alimentação, trabalho informal, pequenos negócios e circulação intensa de famílias. Antes da instalação, será feito um levantamento para identificar quais feiras já têm câmeras e quantos equipamentos ainda serão necessários. A principal dúvida para feirantes e frequentadores é prática: a tecnologia vai aumentar a sensação de segurança e ajudar a prevenir crimes nesses espaços?
Por que as feiras permanentes entraram no foco da segurança pública
As feiras permanentes têm papel econômico e social importante no Distrito Federal. Elas funcionam como pontos de abastecimento, convivência e geração de renda em várias regiões administrativas, reunindo comerciantes, consumidores, prestadores de serviço e trabalhadores autônomos. Por isso, qualquer mudança na segurança desses espaços tem impacto direto no cotidiano de quem compra, vende ou trabalha diariamente nesses locais. A decisão do GDF de incluir todas as 38 feiras permanentes no programa DF 360 mostra uma tentativa de levar tecnologia de monitoramento para áreas de grande circulação popular. (Sesp)
A ordem de serviço prevê a instalação de câmeras e também a integração de equipamentos particulares ao sistema público. Na prática, isso significa que câmeras já existentes em feiras, comércios ou áreas comuns poderão ser conectadas à plataforma, desde que cumpram os critérios técnicos e legais. Segundo a SSP-DF, o objetivo é aumentar a capacidade de monitoramento em tempo real e fortalecer a atuação integrada das forças de segurança. Para o morador, a promessa é que ocorrências como furtos, roubos, conflitos, vandalismo e situações suspeitas possam ser identificadas com mais rapidez. (Sesp)
Como funciona o DF 360 e o que muda no monitoramento
O DF 360 é uma plataforma centralizada criada pela Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal. O sistema reúne câmeras públicas e privadas, dados operacionais, atendimento de emergência e recursos de inteligência artificial para apoiar decisões das forças de segurança. De acordo com a própria plataforma, o objetivo é prevenir crimes, fortalecer investigações, auxiliar o controle de tráfego e apoiar serviços de emergência. O sistema também permite que condomínios, estabelecimentos comerciais e entidades privadas integrem câmeras voltadas para áreas públicas. (DF 360 – SSP/DF)
A tecnologia não se limita a gravar imagens. O DF 360 trabalha com alertas automáticos, leitura de placas, reconhecimento facial em pontos definidos e cruzamento de informações com bases oficiais. A SSP-DF informa que o monitoramento ocorre 24 horas por dia no Centro Integrado de Operações de Brasília, com apoio de centrais instaladas em batalhões da PMDF, unidades do Corpo de Bombeiros e delegacias da Polícia Civil. A secretaria também informou que possui 1.350 câmeras próprias nas 35 regiões administrativas e prevê a instalação de mais mil equipamentos no DF. (Sesp)
O que feirantes e frequentadores precisam observar
Para os feirantes, a medida pode representar mais proteção ao patrimônio e maior apoio em situações de risco. Câmeras em áreas comuns ajudam a registrar movimentações, identificar suspeitos e orientar a resposta policial quando houver ocorrência. Também podem funcionar como fator de prevenção, já que locais monitorados tendem a reduzir a sensação de impunidade. No entanto, o resultado dependerá da qualidade das imagens, da posição dos equipamentos, da integração com o sistema e da capacidade de resposta das equipes de segurança.
Para os frequentadores, a principal mudança esperada é a ampliação da vigilância em espaços de grande circulação. Isso pode beneficiar idosos, famílias com crianças, trabalhadores que chegam cedo às feiras e consumidores que circulam com dinheiro, celular ou compras. A SSP-DF afirma que a expansão será feita em diálogo com associações e feirantes, justamente para mapear a estrutura existente e estimular a adesão voluntária de câmeras privadas ao DF 360. Esse processo será importante para evitar pontos cegos e garantir que o monitoramento cubra áreas realmente sensíveis. (Sesp)
A expansão do videomonitoramento nas feiras permanentes também levanta uma questão importante: segurança pública com tecnologia precisa vir acompanhada de regras claras de proteção de dados. A SSP-DF afirma que o programa segue a Lei Geral de Proteção de Dados, com acesso restrito a servidores autorizados e armazenamento controlado das imagens. Segundo a secretaria, imagens de câmeras próprias ficam guardadas por até 30 dias, enquanto imagens de câmeras parceiras ficam disponíveis por até 72 horas. Para Brasília, o avanço do DF 360 nas feiras será um teste relevante de como tecnologia, comércio popular e segurança podem funcionar juntos sem perder de vista privacidade, transparência e eficiência no atendimento ao cidadão. (Sesp)