Elmar Juan Passos Varjão Bomfim observa que infraestruturas públicas envelhecidas concentram hoje alguns dos principais desafios técnicos e orçamentários da gestão contemporânea. Pontes, viadutos, edifícios institucionais e sistemas urbanos foram concebidos em contextos normativos, tecnológicos e operacionais muito distintos dos atuais, o que amplia riscos estruturais, limita desempenho e pressiona a capacidade de resposta do poder público. Diante desse cenário, a reabilitação e o retrofit deixaram de ser soluções pontuais e passaram a ocupar posição estratégica na engenharia pública.
Nesse movimento, o retrofit se consolidou como um mercado técnico especializado, voltado à preservação de ativos relevantes com racionalidade econômica. Ao intervir sobre estruturas existentes, a engenharia atua diretamente na mitigação de riscos, na adequação normativa e na otimização do investimento público, permitindo ampliar a vida útil das infraestruturas sem os impactos financeiros e sociais associados a obras totalmente novas.
Infraestruturas críticas e a necessidade de intervenções qualificadas
Estruturas críticas são aquelas cujo funcionamento interfere diretamente na mobilidade urbana, na segurança coletiva e na continuidade de serviços essenciais. O risco mais relevante associado a esses ativos não está apenas em eventos extremos, mas na degradação progressiva e silenciosa que compromete o desempenho ao longo do tempo. Patologias estruturais, fadiga de materiais e deficiências construtivas tendem a evoluir gradualmente, tornando a identificação precoce um fator decisivo.
Conforme Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, a engenharia de reabilitação parte de diagnósticos técnicos aprofundados, baseados em inspeções especializadas, ensaios e análises estruturais. Esse mapeamento técnico permite priorizar intervenções de acordo com critérios objetivos, direcionando recursos para pontos de maior criticidade e evitando soluções genéricas que não atacam as causas reais dos problemas estruturais.
Retrofit como alternativa técnica à reconstrução integral
A reconstrução total de uma infraestrutura pública envolve custos elevados, longos prazos de execução e impactos significativos no entorno e na população usuária. Na avaliação de Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, o retrofit surge como alternativa técnica capaz de equilibrar segurança, custo e continuidade de uso. Ao reforçar, adaptar e modernizar estruturas existentes, possibilita-se atingir níveis de desempenho compatíveis com as exigências atuais sem a necessidade de substituir completamente o ativo.

Esse tipo de intervenção permite preservar fundações, elementos estruturais e sistemas que ainda apresentam capacidade adequada, reduzindo desperdício de materiais e tempo de obra. Além disso, o retrofit minimiza interferências urbanas e reduz a necessidade de interrupções prolongadas de serviços públicos, aspecto especialmente relevante em infraestruturas críticas em uso contínuo.
Engenharia diagnóstica, normas atuais e atualização funcional
O sucesso de um projeto de reabilitação depende diretamente da qualidade do diagnóstico inicial e da correta interpretação das normas vigentes. Como esclarece Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, decisões mal fundamentadas nessa etapa tendem a gerar reforços excessivos ou intervenções insuficientes, ampliando custos e riscos futuros. A engenharia diagnóstica fornece a base técnica para definir o nível adequado de intervenção e selecionar materiais e técnicas compatíveis com a estrutura existente.
Grande parte das infraestruturas públicas foi construída sob normas hoje superadas. O retrofit permite adequar esses ativos às exigências atuais de segurança, acessibilidade e desempenho estrutural, incorporando atualizações funcionais que ampliam a capacidade de uso e reduzem a exposição do poder público a riscos jurídicos e operacionais decorrentes do não atendimento às regulamentações vigentes.
Gestão de riscos, continuidade operacional e eficiência do investimento público
Intervir em infraestruturas em uso exige planejamento rigoroso e gestão de riscos bem estruturada. Sob o entendimento de Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, obras de retrofit devem ser organizadas para preservar a continuidade da operação sempre que possível, especialmente em ativos essenciais à população. A engenharia define fases construtivas, métodos de baixo impacto e planos de contingência que reduzem riscos à segurança e evitam paralisações extensas.
Além do aspecto operacional, a reabilitação estrutural se consolida como instrumento de eficiência econômica. Ao considerar o ciclo de vida da infraestrutura, o retrofit permite extrair maior valor de ativos já existentes, postergando investimentos elevados em novas obras e direcionando recursos para outras demandas prioritárias. Dessa forma, a reabilitação de infraestruturas críticas se afirma como estratégia técnica consistente para garantir segurança, funcionalidade e uso responsável dos recursos públicos.
Autor: Scherer Schmidt